Projeto TERRA: a missão de Susanna Ottaviani na Beira

Projeto TERRA: a missão de Susanna Ottaviani na Beira

Acabam de ser concluídos dois meses de missão da Universidade de Trento (UniTrento) na cidade da Beira, em Moçambique, no âmbito do projeto TERRA. Susanna Ottaviani, doutoranda do Departamento de Engenharia Civil, Ambiental e Mecânica (DICAM) da Universidade de Trento e Engenheira Ambiental do projeto, acompanhou a primeira fase de avaliação do contexto no bairro de Macuti-Miquejo, beneficiário do terceiro pilar do projeto: a melhoria das condições higiénico-sanitárias do mercado informal.

O TERRA, acrónimo de Transformações para uma Economia da Reciclagem dos Resíduos Urbanos e para um Ambiente Sustentável em Moçambique, é um projeto trienal com um orçamento de 2 milhões de euros, financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Itália (MAECI) e pela Agência Italiana para a Cooperação para o Desenvolvimento (AICS). O projeto, coordenado pela Província Autónoma de Trento (PAT) e implementado em Moçambique pelo Consórcio Associações com Moçambique (CAM) em parceria com o Conselho Municipal da Beira – CMB, tem como objetivo melhorar a gestão dos resíduos sólidos urbanos a nível municipal através da revisão e do reforço das políticas existentes, com especial enfoque na fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos (FORSU). Prevê-se ainda a valorização desta fração através de um sistema integrado de recolha e tratamento que envolve entidades públicas e privadas e que, graças à reabilitação do Centro de Compostagem, permitirá transformar a FORSU em composto orgânico destinado aos agricultores locais. 

A eficácia do renovado sistema de gestão de resíduos será avaliada e testada no mercado informal de Macuti, onde, em paralelo com as intervenções na cadeia de gestão dos resíduos, serão realizadas obras de requalificação das infraestruturas com vista à melhoria das condições higiénico-sanitárias da área do mercado, em continuidade com as ações iniciadas pelo projeto MUDAR.

O mercado informal de Macuti-Miquejo constitui um importante ponto de referência para todo o bairro. É composto por cerca de uma centena de atividades comerciais distribuídas ao longo de aproximadamente 200 metros de estrada, na zona de interface entre a Área Cimento, correspondente à zona residencial de origem colonial, e a área de assentamento informal, que se desenvolveu rapidamente ao longo dos últimos vinte anos na ausência de um adequado planeamento urbano.

O mercado serve ambas as áreas através da venda de produtos alimentares, maioritariamente hortofrutícolas e pescado, de outros bens de consumo e da prestação de serviços artesanais e pessoais. Para além de responder às necessidades quotidianas do bairro, constitui um importante espaço de encontro e convivência, desempenhando um papel fundamental na coesão da comunidade.

No entanto, o mercado apresenta atualmente importantes carências estruturais, resultantes da ausência de regulamentação do uso do solo e do seu desenvolvimento espontâneo. Em particular, 92% das atividades comerciais não têm acesso à água potável. Os comerciantes são obrigados a percorrer quase um quilómetro para se abastecerem de água através de ligações ilegais à rede de abastecimento de água do bairro vizinho. Além disso, metade dos comerciantes que utiliza água no exercício da sua atividade recorre a poços superficiais, cuja qualidade se encontra fortemente comprometida pela presença de fossas sépticas e instalações sanitárias sem impermeabilização adequada. O mercado não dispõe igualmente de instalações sanitárias, obrigando os comerciantes a recorrer às existentes nas habitações vizinhas ou a regressar às suas próprias casas.

Estas limitações não dizem respeito apenas ao mercado, mas afetam todo o bairro de Macuti-Miquejo, onde o acesso à água e a gestão das águas residuais constituem um dos principais desafios para a comunidade. Nesta perspetiva, a melhoria das infraestruturas de abastecimento de água e saneamento representa uma das linhas prioritárias de intervenção do projeto TERRA, com o objetivo de reforçar as condições de saúde pública e melhorar a qualidade de vida de toda a comunidade.

Estes e outros elementos de análise do contexto foram recolhidos pela equipa técnica do projeto, composta pelo CAM, pelo Conselho Municipal da Beira e pela Universidade de Trento, responsável pela coordenação das atividades. Graças a uma abordagem interdisciplinar, foi possível caracterizar a área do mercado e compreender o seu funcionamento no contexto urbano envolvente, fornecendo uma sólida base de conhecimento para orientar as decisões de projeto. Neste processo, foi fundamental a interação com os vendedores, através da realização de grupos focais, entrevistas e questionários. Em particular, foram recolhidas informações sobre as características das atividades comerciais, o acesso aos serviços essenciais, as condições higiénico-sanitárias e ambientais, bem como sobre os principais constrangimentos identificados e as prioridades de intervenção apontadas pelos próprios comerciantes. A análise foi igualmente alargada aos moradores do bairro, principais utilizadores do mercado, com o objetivo de compreender as suas formas de utilização, necessidades e expectativas. 

Paralelamente, a estrutura física do mercado foi estudada através de levantamentos de campo, do recenseamento das atividades comerciais e da caracterização das tipologias construtivas dos estabelecimentos. 

Estas informações foram integradas com os dados relativos às infraestruturas existentes e aos serviços de abastecimento, recolhidos e analisados em conjunto com os representantes das entidades gestoras. A análise do uso do solo foi apoiada por imagens de satélite, mapas cadastrais e sistemas de informação geográfica (QGIS), permitindo integrar todas as informações recolhidas num único quadro de conhecimento. Para aprofundar o conhecimento sobre os modelos de gestão dos mercados urbanos, foram ainda realizadas visitas a mercados de referência, identificando experiências e boas práticas úteis para a conceção de uma intervenção sustentável e duradoura. 

Os resultados desta fase de trabalho foram apresentados ao Comité Municipal no passado dia 18 de junho, durante o primeiro de uma série de encontros que irão acompanhar o processo participativo de definição das intervenções de melhoria do mercado. Numa fase posterior, os conteúdos serão reunidos num estudo preliminar que será apresentado aos restantes comités envolvidos no processo de tomada de decisão: os vendedores do mercado e os representantes da sociedade civil de Macuti.

Microfinanciamento que começa com as mulheres

Microfinanciamento que começa com as mulheres

Há alguns meses, o CAM iniciou uma actividade de microcrédito na província de Manica, dentro do projecto Manica para as Mulheres, financiado pela AICS, com a Progettomondo como entidade líder. Apresentamos, a seguir, o discurso de Marco Andreoni, director do CAM em Moçambique, que faz um balanço do projecto, dos resultados já alcançados e do significado desta oportunidade de desenvolvimento econômico centrada nas mulheres, proferido durante a visita ao projecto do Embaixador da Itália, Gabriele Phillip Annis, em 27 de Maio de 2025.

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A microfinança desempenha um papel fundamental na promoção da inclusão financeira e na criação de oportunidades para aqueles que frequentemente enfrentam barreiras no acesso ao crédito tradicional. Hoje, temos a alegria de apresentar um novo grupo de beneficiários – pessoas que, graças a este projecto, terão a possibilidade de transformar suas vidas e actividades.

Além disso, vamos partilhar histórias inspiradoras de clientes que receberam financiamentos nos meses anteriores. Os seus percursos refletem o impacto directo deste apoio na geração de renda, no empoderamento feminino e no desenvolvimento sustentável da nossa sociedade.

O projecto Manica para as Mulheres demonstrou, nos primeiros quatro meses de implementação da componente de microfinança, um impacto significativo no fortalecimento da autonomia económica das mulheres e na inclusão financeira das comunidades rurais do Distrito de Báruè. Desde Fevereiro de 2025, foram concedidos microcréditos a 95 beneficiários,  num valor total de 1.842.600 Meticais.

Os dados revelam uma forte orientação dos recursos para as mulheres, que representam 78% dos beneficiários e receberam 80% do capital financiado, equivalente a 1.489.000,00 Meticais. Esta distribuição evidencia não apenas a prioridade do projecto em promover o acesso ao crédito para as mulheres, mas também a confiança nelas depositada enquanto agentes económicos capazes de transformar as suas comunidades. O valor médio do crédito concedido às mulheres (20.121,00 Meticais) foi superior ao dos homens (16.838,00 Meticais), constituindo um indicador do reconhecimento da relevância dos seus investimentos.

A diversidade de aplicações dos recursos também reflete o papel activo das beneficiárias na economia local. Enquanto 70% dos créditos foram destinados ao comércio e pequenas empresas – destacando-se 56 mulheres empreendedoras na venda de vestuário, produtos variados e comercialização de alimentos – 30% dos financiamentos apoiaram a produção agroalimentar, beneficiando 8 homens e 18 mulheres agricultoras envolvidas no cultivo de hortaliças e feijão, na criação de animais e na aquisição de equipamentos de irrigação e outros insumos.

Um dado particularmente relevante é a presença das mulheres nas associações agrícolas, que se revelaram fundamentais para a organização e gestão financeira dos créditos concedidos. Do total dos beneficiários, 31,5% são mulheres membros de associações agrícolas, reforçando a importância da colaboração comunitária na promoção da independência financeira e no aumento da produtividade agrícola. As sete associações agrícolas financiadas receberam um total de 727.000,00 Meticais, demonstrando o compromisso do projecto em apoiar estruturas colectivas promotoras do desenvolvimento sustentável.

No evento de hoje, 27 de Maio, será dado mais um passo nesse percurso de inclusão econômica, com a entrega de microcréditos a 20 novos beneficiários, dos quais 15 são mulheres (75%), num valor total de 426.000 meticais, reforçando a tendência de crescimento do empreendedorismo e do empoderamento feminino.

O sucesso do projecto Manica para as Mulheres reside na sua capacidade de transformar vidas, oferecendo não apenas crédito, mas também confiança e oportunidades para que cada mulher beneficiária possa construir um percurso de crescimento sustentável. A sua presença em sectores-chave da economia rural e comercial demonstra que, quando apoiadas e incentivadas, as mulheres tornam-se protagonistas do desenvolvimento e agentes essenciais da mudança social e econômica nas suas comunidades.

Por fim, importa salientar que a componente de microfinança dispõe de um fundo de 150.000 Euros, equivalente a cerca de 10,5 milhões de meticais, destinado à população dos Distritos de Báruè, Macossa, Guro e Tambara. A partir de Junho, está previsto o desembolso de 3,6 milhões de meticais para financiar os projectos de 100 mulheres empreendedoras seleccionadas nesses quatro Distritos. Os investimentos serão aplicados em diversas actividades comerciais e cadeias estratégicas promovidas pelo projecto, reforçando o impacto económico e social da iniciativa.

Mata-me já: O podcast do MUDAR

Mata-me já: O podcast do MUDAR

MATA-ME JA’, um podcast produzido pela oSuonoMio para o MUDAR, foi lançado.
Esta nova aventura em áudio é um thriller entre a Itália e Moçambique, cheio de reviravoltas e referências multiculturais.

Nós o produzimos em português, italiano e inglês e você pode ouvi-lo aqui.

INFORMAÇÕES 

Damiano é jovem e vive o seu quotidiano deixando-se levar pelos acontecimentos, até que de repente a vida o leva a Moçambique. Um lugar que ele conhece através dos olhos de um viajante inexperiente. Ele procura a mulher pela qual se apaixonou perdidamente e que parece ter desaparecido. No seu percurso, Damiano atravessa um país que o surpreende pelo seu dinamismo, os seus contrastes, a presença de interesses internacionais e os seus desafios ambientais e sociais. Mas também pela música, pela arte, pelo ativismo, pela superstição – a sua e a dos outros. 

Mata-me Jà é um podcast que tem como ambição aproximar o público europeu e moçambicano para um conhecimento cultural, geográfico e socioeconómico mútuo. Dois mundos que, por razões diferentes, estão a atravessar uma época de grandes mudanças. E é precisamente a mudança que está no centro do projeto MUDAR, que promove o desenvolvimento urbano e o bem-estar da população da Beira, em Moçambique, através da formação da administração pública, da digitalização dos serviços e da regeneração urbana projetada de baixo para cima.

Não se esqueça de visitar também osuonomio.com para saber mais sobre eles.MUDAR, é um projeto cofinanciado pela União Europeia e liderado pela Província Autónoma de Trento, através do programa “Parceria para Cidades Sustentáveis”

Para saber mais sobre o projeto, siga @mudarbeira no Instagram e no Facebook ou visite www.mudarbeira.org.

Missão Inovação Circular em Portugal: Conectando Ideias e Oportunidades para um Futuro Sustentável

Missão Inovação Circular em Portugal: Conectando Ideias e Oportunidades para um Futuro Sustentável

Visita formativa do projeto InovAção Circular a Portugal para descobrir a inovação sustentável

Entre os dias 8 e 12 de julho de 2024, a cidade de Coimbra, em Portugal, foi palco de uma importante missão do Projeto Inovação Circular. Esta missão teve como objetivo capacitar os participantes para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, promovendo a criação de empregos dentro da economia circular.

Com uma programação intensa e diversificada, a missão ofereceu uma rica experiência em empreendedorismo, inovação e colaboração internacional.

Artigo de Evidencio Machirica – Comunika

 

Fortalecendo o Ecossistema Empreendedor

A Universidade de Coimbra (UC), com sua forte tradição em promover a Capacitação, Valorização de Tecnologia e Conhecimento, foi o cenário ideal para esta missão. Os participantes tiveram a oportunidade de mergulhar em um ecossistema consolidado que fomenta o empreendedorismo por meio de iniciativas como o Student Hub e o UC Business. Estas plataformas são fundamentais para estimular o desenvolvimento de ideias inovadoras e a criação de spin-offs que trazem valor socioeconômico real, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especificamente o ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Econômico e o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura.

Grupo IAC - Portugal julho 2024

Principais Atividades Realizadas

A missão foi cuidadosamente estruturada para maximizar o aprendizado e o networking. Confira as principais atividades:

  • 8 de Julho:
    A missão começou com uma recepção no Student Hub, seguida de uma visita ao Paço das Escolas e ao Museu da Ciência. Durante a tarde, os participantes tiveram uma formação sobre Geração de Ideias e Economia Circular com o Dr. Jorge Figueira, onde aprenderam sobre a importância da inovação para a sustentabilidade.
  • 9 de Julho:
    O dia foi dedicado ao desenvolvimento de técnicas e competências essenciais para a economia circular. A visita à The Loop Co., uma spin-off da UC, demonstrou como a combinação de tecnologia e sustentabilidade pode resultar em negócios de sucesso e impacto positivo no meio ambiente.
  • 10 de Julho:
    A HIESE – Incubadora Penela apresentou aos participantes um modelo inovador de empreendedorismo em meio rural, com foco em setores estratégicos como Agroindústrias e Energias Limpas. Em seguida, uma formação com a EcoX destacou soluções para a reciclagem de óleos alimentares usados, transformando-os em produtos ecológicos.
  • 11 de Julho:
    A missão incluiu uma formação com o Instituto Pedro Nunes (IPN), conhecido por promover a inovação e a transferência de tecnologia. A visita à Science 351 mostrou como a pesquisa e desenvolvimento podem ser aplicados para criar produtos inovadores e sustentáveis, fundamentais para o crescimento de novos negócios.
  • 12 de Julho:
    A jornada terminou com uma visita ao Factory Lab no Polo II da Universidade de Coimbra, onde os participantes conheceram práticas avançadas de integração entre academia e mercado de trabalho, fundamentais para formar profissionais preparados para os desafios da economia circular.

Na segunda semana, em Lisboa, a delegação esteve envolvida em reuniões institucionais, incluindo um encontro com o Embaixador de Moçambique em Portugal e com a Beta-i, uma incubadora privada que apoia a entrada de start-ups a nível internacional. Reuniram-se também com a Unicorn Factory, Start Up Portugal e Build Up Portugal, entidades públicas que acompanham o crescimento e validação das start-ups portuguesas a nível nacional e global. Houve ainda uma visita ao Embaixador de Itália em Portugal para apresentar o projeto e analisar possíveis sinergias entre Itália, Portugal e Moçambique no domínio da competitividade verde e da Economia Azul.
A missão a Lisboa foi também importante para reuniões B2B, reuniões individuais entre empresas e incubadoras com outras realidades semelhantes para criar potenciais colaborações.

Depoimentos dos Participantes

A missão foi extremamente positiva em diversos aspectos. Destaco o networking eficaz que possibilitou conexões valiosas com profissionais da área de Empreendedorismo e Inovação, as instituições de Incubação de Negócios e Aceleração de Empresas, bem como com outras organizações que promovem o empreendedorismo e inovação. A organização impecável dos encontros e a oportunidade de realizar troca de experiências, transferência de conhecimento e tecnologia, explorar novas perspetivas de mercado. Além disso, o apoio logístico proporcionado foi fundamental para maximizar os resultados da nossa participação.

Conseguimos estabelecer novos contactos durante a missão, o que abre novas oportunidades de parcerias. Também identificamos potencialidades para troca de conhecimento e transferência de tecnologia o que virá a ser enriquecedor e já estamos analisar acções futuras.

A missão em Portugal foi uma experiência transformadora tanto no nível profissional quanto pessoal. A oportunidade de imersão no ecossistema Empreendedor, Empresarial e de Inovação na cultura Portuguesa em especial na Universidade de Coimbra, aliada aos insights de mercado obtidos, proporcionou uma nova perspectiva sobre a expansão internacional. Agradeço a todos os envolvidos pela dedicação e organização exemplar.

Feleciano Januário

Coordenador Geral da Incubadora de Negócios da Universidade Zambeze

Os participantes demonstraram um bom nível de profissionalismo e compromisso; A agenda da missão foi coerente e bem elaborada pois estava alinhada com os objectivos da missão; As pessoas envolvidas na organização da missão (CAM – Inovação Circular, Fundação Aurora, Feedel Ventures, Universidade de Coimbra demonstraram competência e dedicação, tendo dado o seu melhor para que os stakeholders escolhidos respondessem as necessidades das incubadoras e empresas; A logística da missão foi bem organizada, garantindo deslocamentos tranquilos e acomodações confortáveis para todos participantes.

Penso que a possibilidade de criação de parcerias comerciais e tecnológicas, os conhecimentos adquiridos nas formações/workshops através da troca de experiências e metodologias entre as diferentes realidades envolvidas, já constituem grandes conquistas para o Projecto IAC.

A missão em Portugal foi bem sucedida, estabelecendo uma base sólida para futuras colaborações e aumento das oportunidades para as Incubadoras e para as 3 empresas beneficiárias do projecto.

Nárcia Nyambir

Coordenadora Local do Projecto Inovação Circular

foto de grupo HIESE missão IAC Portugal

Conhecer realidades diferentes, fazer contatos com pessoas que podem ajudar a impulsionar negócios e carreira, sair da rotina, sobre tudo aprender várias temáticas de realidades diferentes e poder ter uma visão mais ampla de empreendimento.

Uma das principais conquistas foi poder ter capacitações com grandes empresas de realidades completamente diferentes da nossa, e assim poder ter uma visão mais ampla de empreendimento e compreender oque falta agregar a nossa empresa. se é o caminho certo que esta a se seguir, para que esta de resultados positivos, por forma a melhorar.

Foram dias intensos e corridos! Porem, muito criativos e dinâmicos por forma a melhorar o nosso perfil, da minha parte este resultado foi alcançado tanto que de hoje em diante a luta é esta sempre melhorar, apesar de já ter essa percepção agora se tornou uma luta constante mais ampla com uma visão geral de realidades diferentes, e com isto, vou poder empreender por forma a alcançar resultados satisfatórios, e por fim agradeço, as realidades envolvidas, agradeço pela oportunidade de poder compreender uma visão diferente da nossa realidade, foi um momento único de muita aprendizagem, e dizer também que foi de grande valia ter vivido esta experiência de trabalho, vejo que ouve uma mudança tanto do lado profissional como pessoal de forma positiva, Obrigada!

Sara Zefanias

Administrativa da SABE.Lda

Os aspectos positivos da missão em Portugal que gostaria de mencionar são:

  • Interesse dos participantes;
  • Participação e envolvimento;
  • Disponibilidade das realidades encontradas em Portugal;
  • Encontros e trocas de experiências muito interessantes e valiosos;
  • Formação de alto nível graças aos profissionais envolvidos;
  • Co-organização dos parceiros do projeto

Durante a missão em Portugal, percebi que uma das maiores conquistas foi a criação de grandes oportunidades para os colaboradores dos nossos projetos. Esses encontros nos proporcionaram um ambiente rico para o intercâmbio de ideias, o estabelecimento de parcerias estratégicas e a expansão de horizontes para futuras colaborações. Senti que essa missão não apenas fortaleceu os vínculos entre os participantes, mas também abriu portas para o desenvolvimento de novos projetos que têm o potencial de impactar positivamente a economia circular em Moçambique.

Vejo essas oportunidades como um reflexo do potencial transformador que a missão trouxe, criando um ecossistema mais robusto e preparado para enfrentar os desafios futuros. Essa experiência reforçou para mim a importância de iniciativas como a Missão Inovação Circular, que nos capacitam a desempenhar um papel ativo na construção de um futuro mais sustentável e inovador.

Como gestora do projeto, estou muito satisfeita com a missão em Portugal e agradeço aos parceiros que facilitaram e organizaram reuniões com realidades muito interessantes e importantes, por terem dedicado o seu tempo e profissionalismo para tornar esta missão ainda mais valiosa. Estou também muito satisfeita com o comportamento, a atitude e o envolvimento dos participantes na missão, que foram muito profissionais, práticos e empenhados. Espero que esta missão dê frutos para potenciais colaborações!

Margherita Busana

Gestora do Projecto Inovação Circular

Ler também o artigo publicado pela Fundação Aurora

A memória de Giorgia Depaoli num espaço dedicado a ela e nas ações das mulheres de Caia

A memória de Giorgia Depaoli num espaço dedicado a ela e nas ações das mulheres de Caia

Aos 20 de Junho de 2024, em Caia, Moçambique, foi inaugurada a Sala Giorgia, um espaço dedicado aos direitos das mulheres, criado para lembrar Giorgia Depaoli e para continuar o seu compromisso. Giorgia, cooperante e especialista em questões de género, trabalhava para as Nações Unidas e, no passado, foi colaboradora do CAM.

O Consórcio Associações com Moçambique (CAM), juntamente com os familiares e amigos de Giorgia, decidiram continuar, em sua memória, o compromisso que ela manteve com paixão e atividade durante toda a sua vida, até ao seu falecimento, exatamente há dois anos: a defesa dos direitos das mulheres, o empoderamento e a igualdade de oportunidades para todas e todos.

O grupo de mulheres que agora opera na Sala Giorgia foi fundado pela própria Giorgia, entre 2017 e 2018, quando organizou a formação do núcleo de ativistas que agora ampliaram o grupo, denominado “GMPIS – Grupo Mães de Partilha de Ideias de Sofala – Caia”, uma associação de “mulheres que partilham ideias”.

A cerimónia muito participada, com corte da fita, discursos e entrega de bicicletas que serão utilizadas nas atividades nas aldeias, reuniu as ativistas do grupo GMPIS, autoridades locais, staff do CAM e membros da comunidade.

Descarregue o relatório com as fotos e o resumo da cerimónia e das outras atividades realizadas nos primeiros seis meses de 2024.

É possível apoiar o projeto com doações ao CAM (IBAN IT82B0501811700000017203647) com a finalidade “lembrando Giorgia”.


 

Juntos por uma inovação na economia circular

Juntos por uma inovação na economia circular

O projeto Inovação Circular cresce com novas iniciativas e muitos jovens envolvidos

 

O projecto Inovaçao Circular chegou agora a meio e já é possível ver os frutos entre a vibrante comunidade de jovens envolvidos nas suas muitas iniciativas.
 
As duas incubadoras de empresas HubLink e Palincune são activas e dinâmicas, e há muitas Médias e Pequenas Empresas na zona da Beira que operam na economia circular apoiadas pelas vias de aceleração.
 
Basta seguir a página Facebook do projecto, para ter provas, através de fotografias e textos, do empenhamento e da energia que ele pode dar.
 
Na galeria seguinte, temos  algumas imagens referentes a:
  • Visita do novo representante do CAM em Moçambique, Marco Andreoni a Incubadora de Negócios PALINCUNE da Universidade de Zambeze e inauguração de uma Mini-Biblioteca sobre empresas sustentáveis (12 de Março).
  • Visitas a algumas das empresas/start-ups apoiadas pelo programa no âmbito da colaboração com a UniNova e a Hub Link e à empresa N.Escolhas acelerada no âmbito do projeto IaC (7 de Março).
  • Formação sobre a redação e gestão de projectos e estratégias de angariação de fundos para os membros das duas incubadoras e para os directores e pessoal da Universidade Zambeze (21-22 de Fevereiro).
  • Lançamento do primeiro Programa de Incubação de 2024 pela Hublink e assinatura de acordos de compromisso com jovens empresários (16 de Fevereiro).
  • Reunião de apresentação dos ateliers de formação profissional para os jovens do bairro Macuti Miquejo em colaboração com o projecto Mudar (9 Fevereiro).
  • Visita do Embaixador da UE em Moçambique, Antonino Maggiore, com o objetivo de conhecer o mundo empresarial de Moçambique e o projecto Inovaçao Circular (30 de Janeiro).
Inovaçao circular é um projecto de quatro anos (2022-2025) cofinanciado pela União Europeia, a Fundação San Zeno e a Otto per Mille Valdese. É realizado pelo CAM em conjunto com a Fundação Aurora, a Universidade Zambeze e a Universidade de Coimbra.